quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui. Para de falar da rave. Da viagem. Das 200 horas que ficou sem dormir ouvindo tuntztuntz. Ok, pode falar! Mas seja breve. Eu quero saber sobre você. VOCÊ! Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro. Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, uma notícia barata de jornal. VOCÊ É GENTE! E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono. E tem medo. EU TENHO MEDO. Eu, na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma IMAGEM. Não para os outros (que se fodam os outros!), mas para si mesmo. Meu Deus, aonde vamos parar? Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo. Não sou hipócrita, veja bem. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo com meus defeitos (que são caros, fartos e meus). E acho que todo mundo também. Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO. Que tal preocupar-se um pouco mais com SER do que com o TER, nem que seja pra variar? Me conte suas viagens, me mostre sua história, mas seja sincero: você detestou aquele lugar que todo mundo ama! VOCÊ ODIOU, na verdade. Então pra quê dizer que foi uma viagem “do caralho” e colar aquelas fotos com aquela gente cretina bem no meio do seu mural? Não precisa fazer linha comigo, nasci desalinhada, você sabe. Lembre-se de quem você era, DE QUEM VOCÊ É. (Você se lembra?). É sua essência, tudo o que há por trás desse sorriso lindo e óculos escuros. É minha gente. Estou naqueles momentos silenciosos em que pouca coisa parece fazer sentido. Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eterna criança

Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada). 
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de escuro, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de gostar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Com ou sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

Me faz feliz

Bom humor.Gente educada. Abraço apertado. Escrever. Sorvete de flocos. Gentileza. Shampoo cheiroso. Faculdade. Minha família. Música. O sorriso da minha prima. Livrarias. Céu estrelado. Ter saúde. Meu gato. Cheiro de livro. As covinhas do sorriso de alguém especial. Almoço de domingo. Ler à noite. Olhar para o mar. Vinho tinto. Gente leve. Meu pai que fala “gúgli”. Sapato novo. Livro novo. O olhar “verdolengo” da minha mãe. Brigadeiro quente na panela. Ir ao cinema. Filme bom. Programas de índio (sim, eu sou estranha). Gente humilde. Viajar. Pessoas que sabem elogiar. Telefone no silencioso. Receber um SMS fofo de madrugada. Filtro solar que não gruda. Folha em branco. Falta de frescura. Ficar sem fazer nada (viva o ócio!). Minhas amigas do peito (são poucas, acreditem). Suco natural. Sentir o jeans mais largo. Integridade. Sair satisfeita do salão. Acordar tarde aos sábados. Meu irmão (sempre!). Pagar todas as contas do mês (e ainda sobrar dinheiro). Pessoas que valorizam a arte. Pessoas que gostam de ler. Pessoas que incentivam a cultura no país. Gente com atitude. Gente otimista. Homens bem resolvidos. Mulheres que se valorizam. Champagne gelada. O All Star dela. Conversar só com o olhar. Beijo na boca. Uns bons “amassos”. Tour nas lojas Americanas. Delivery. Colecionar frases. Correr com uma ótima trilha sonora (run, Nanda, run!). Andar no meio do mato. Compras coletivas. Conversar com crianças (me divirto!). Letras de música que falam por mim. Ver que alguém lavou a louça da cozinha (e não fui eu!). Lençol cheiroso na cama. Cachoeira. Um pouco de silêncio. Ver um episódio novo de “Grey's Anatomy”. Casa limpinha. Fazer um “ok” em todos os itens do dia na minha agenda (é raro, mas acontece). Alto astral. Minha foto com minha avó (saudade feliz!). Pessoas autênticas. Cafuné. Ônibus (ou avião) vazio. Ficar em casa. Cantar sem saber a letra (meu hobby!). Céu azul. Conversar com gente inteligente. Sentir-se em paz. Sentir amor. Sucrilhos. Café. Ter fé (sempre!).Sinceridade. E o melhor: saber que essa lista apenas começou e que posso dividir momentos, coisas, fases com você. ;)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

???

Hoje é dia em que estou,na verdade, nem sei se “estou”. Se estou aqui ou aí. Por que será que há dias que nada parece existir, e tudo parece se perder?
Nem eu, nem você. Nem “sou” ou “estou”...

Hoje é dia que leio e releio. Procuro e não encontro. Dia em que me afogo em versos perdidos em rimas sem sentido. Sonhos desconexos, sentimentos incontidos...

Hoje é dia em que me ensaio, dia em que palavras se tornam prece (silenciosa), algo que você (pré) sente, e nem ao menos entende, não consegue descrever.Mas, eu precisava tanto... Precisava tanto reter o encanto... e te dizer, mas estranho, as palavras já não me são tão fáceis nesse momento. Estranho nada! Há muito que já não sei o que te dizer (o que poderia te dizer que já não tenha dito?), mas sei lá... ainda assim queria... (quero, preciso...). Hoje eu queria, precisava te falar, tentar ao menos, e te escrever para quem sabe te fazer entender, mas entender o que? Escrever o que? Já nem sei mais...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Perdendo o controle

Que sentimento é esse que abala todas as minhas estruturas? Que tipo de encanto você tem que me deixa dependente do seu sorriso mais do que qualquer coisa? Qual foi a magia que você usou pra me enfeitiçar e te deixar em um lugar do meu coração que estava totalmente fechado? O que você fez comigo? Porque você chegou e roubou um pedaço de mim, e no lugar deixou um pedaço seu, que grita de saudade toda vez que você se vai? Você selecionou milimetricamente onde se instalaria e parece não se saber a bagunça que esta aqui dentro. Você me transforma. Você me dá medo, porque eu nunca achei que desejaria tanto alguém como eu desejo você. O principal medo é o de perder. O meu sorriso não se abre com muito mais facilidade com você longe.
Eu até queria não pensar em você, mas só de imaginar um minuto sem você dominando a minha mente meu coração se tortura.
Você que é tão única e eu que sou tão singular. É mais um vício, que fugiu totalmente ao meu controle e muitas vezes me domina.
Aquela menina sempre tão fria está começando a se derreter, e isso é perigoso. Perigoso como tudo em você, desde o seu sorriso viciante até os beijos terrivelmente irresistíveis. Um perigo que eu não consigo mais evitar e que eu acabei gostando. Estou me entregando e isso me trás uma paz tão grande Foi talvez a pior escolha.. mas não tem volta. 
Me joguei no precipício do seu olhar e não achei saída. Não quero a saída, não quero que me tirem daqui.
Existe dentro de mim um monstro que me controla e me faz ser essa insuportável de sempre, mas que adormece ao ouvir a sua voz e conviver contigo. 
Como suas mãos se encaixam nas minhas. Borboletas que se instalam no meu estômago e reviram tudo.
E o tempo. Tempo que cura e que machuca, que aproxima e que afasta. Tempo que vai dizer o que está errado e consertar tudo que faz mal. 
Tempo que me fez conhecer todos os seus mistérios e me deixou encantada pela sua loucura. Loucura minha e sua, loucura nossa. Não uma, mas várias. Cada vez mais desconexas pela falta do tal tempo e ganhando força na distância física dos nossos corpos.  Suas manias e defeitos que me fazem te querer mais e mais, seu jeito de surpresa que me fascinou desde o primeiro beijo. Te odeio porque você mexe com o meu coração e eu não quero, e assim você provoca uma intensa luta interna entre o lado que te deseja e o outro que não quer se entregar... e não quer por puro medo, mas é incontrolável isso.
Porque a maioria das minhas forças estão concentradas em não te deixar penetrar mais fundo em mim, porém eu não consigo lutar contra isso, acho que já perdi as forças e estou deixando a maré me leva. Como você consegue me desestruturar dessa forma? Isso me deixa nervosa, inquieta, assustada... porque só você tem esse efeito sobre mim?.
Sim, essa garota fria e sem coração, essa garota distante e que não consegue se envolver se encontra totalmente perdida e com um desejo enorme de se entregar. É por isso que eu tenho medo. Porque eu não gosto de ninguém, e você acabou com toda a minha distância do mundo dos sentimentos, e de você eu gosto. Gosto do seu jeito estranho e da sua risada gostosa, gosto do seu sorriso bobo e do seu jeans escuro. Eu gosto até das suas brincadeiras que não tem graça, mas me fazem rir e me tiram da monotonia de sempre. E eu, completamente forte e que aguento de tudo um pouco, me rendo você. Quem é você? Porque fez isso comigo? Me devolve para me congelar- me novamente, por favor, isso é o que faço de melhor.
Não some de mim, porque a sua ausência seria o pior dos venenos. Pior do que o meu próprio veneno. Pior do que o seu veneno que já está impregnado em mim. Eu confesso que tenho que me controlar pra não sair correndo e te encontrar em qualquer lugar e te fazer enxergar que eu estou aqui, por você. 
Te mostrar que cada dia que passa eu te quero mais, mais e mais... e em cada noite fria eu desejo seu corpo junto comigo.
Eu já tentei descrever você de milhares de maneiras mas nenhuma delas é suficiente. Já tentei expressar meu sentimento mas ele muda e cresce a cada respiração. 
Realmente, acho que agora eu me torno a pessoa mais clichê e repetitiva do mundo, mas escrever é a forma que encontro para não jogar tantas expectativas ao vento, deixar tudo isso passar em branco, deixar tantos sentimentos mudos dentro do silencio que me toma.

Ciúmes

Eu sei que escolher demais é errado, todo mundo sabe. Mas quando eu me apaixonei, eu fiquei reparando os mínimos detalhes, desde a forma de se vestir, cortar o cabelo, até a forma de falar. Talvez, tenha me apaixonado por bobagens, por uma risada que eu não gosto, um tipo de roupa que eu não curto, uma banalidade qualquer, porém bobagens essas que fazem eu parar e sorrir sozinha, fazem eu querer aproveitar essas banalidades todas. Mas ai vou acumulando escolhas, colecionando erros. Erros como sentir ciúmes dessas pequenas coisas que eu não suporto, entretanto me fazem um bem enorme.
Eu tenho ciúmes sim. Que dizer, ás vezes eu tento esconder, juro que tento, mas é mais forte do que eu, muito mais forte e não consigo controlar tudo, pelo menos não mais. Ter a sensação de que por um segundo a pessoa com quem me importo pode/vai estar nos braços de outra pessoa é aterrorizante. Eu queria poder, melhor, fingir não me importar, ou ainda não  me importar de verdade, mas por mais que eu diga "vai lá com ela", o que eu quero mesmo é que você me abrace e prometa que ninguém no mundo vai poder tomar meu lugar, lugar esse que nem é meu. Sabe, não é egoísmo, ou é, ou é puro e simples egoísmo eu querer que os seus melhores momentos seja do meu lado. Não é que eu queria você só para mim, não é isso... é medo. Medo de ver você feliz sem mim. Medo de não ser o suficiente para você. Medo de ser "substituída, trocada, deixada pra trás". Medo, é só medo. O que posso fazer? Não quero te perder.

Pequenas coisas

E do que recordaremos após 50 anos? Do que será feita nossas vidas? Lembranças grandiosas de momentos pequenos que se sobressaem em meio a tantas lágrimas e desgostos. Aquelas risadas bobas que não conseguimos conter, um olhar no momento certo e da pessoa certa, quando voltamos a ser crianças por 5 minutos. É, justo aqueles momentos que na hora passam despercebidos. Passamos tantas horas de nossas vidas procurando grandes motivos para sorrir e até para viver, em diversas vezes pensamos que não somos felizes e que nunca seremos, mas quase nunca paramos para reparar nestas pequenas coisas que acontecem todos os dias. Pois então sorria com elas, festeje com pequenas conquistas, comemore pequenas ocasiões, porque no final, são as pequenas coisas que farão a diferença para nossa alegria.